Extensão: 120 metros
Bairro: Bom Sucesso
Lei 1724/2002
Em 2002, mais uma das iniciativas de organização de áreas da
cidade foi tomada, nominando ruas dos loteamentos Irmãos Cordeiro e Vila João
Corrêa de Mello, no bairro Bom Sucesso.
Foram denominadas 14 ruas destes loteamentos, todas próximas
umas das outras, com nomes de tribos indígenas brasileiras. A justificativa
para a escolha do nome destas ruas foi a de que, 500 anos após o descobrimento,
estas nações indígenas ainda sobrevivem. São elas: Avá-Canoeiro, Bororos,
Caeté, Caiapós, Carijó, Goitacá, Ianomâmi, Juruna, Pataxó, Potiguar, Tamoio,
Tremembé, Tupiniquim e Xavantes.
O povo indígena xavante soma,
atualmente, cerca de 15.000 indivíduos, distribuídos em 12 aldeias, todas nos
estados de Mato Grosso e Goiás. Tinham, como atividade predominante até a
segunda metade do século XX, a caça, a pesca e a coleta de frutos e palmeiras.
Pintam-se com jenipapo, carvão
e urucum, tiram as sobrancelhas e os cílios, usam cordinhas nos pulsos e pernas
e a gravata cerimonial de algodão. O corte de cabelo e os adornos e pinturas
são marcadores de diferença dos xavantes em relação aos outros, transmitida
através dos cantos pelos ancestrais e partilhados com todo o povo da aldeia.
Houve tentativas de integração
com a sociedade brasileira em meados do século XIX, mas optaram por
distanciar-se, migrando entre 1830 e 1860 em direção ao atual estado do Mato
Grosso, onde viveram sem serem intensivamente assediados até a década de 1930.
Na década de 1990, os xavantes tiveram várias experiências novas com os
"estrangeiros", como um intercâmbio realizado com a Alemanha; a
implementação de um projeto de educação bilíngue; e uma parceria musical com a
banda de heavy metal Sepultura em seu álbum "Roots".